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Discovery: a inovação como solução

Discovery: a inovação como solução

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Os primeiros dias em um novo emprego são repletos de desafios. Logo de cara, você precisa entender a dinâmica da empresa: os processos internos, os fluxos de trabalho e as rotinas às quais todos os outros funcionários já estão habituados.

Enquanto tudo isso acontece, você também precisa aprender a linguagem da empresa: aqueles jargões que todos usam no dia a dia, mas que parecem um idioma estrangeiro para quem está aterrisando.

É muita informação para assimilar ao mesmo tempo, concorda?

Agora imagine essa profusão de expressões, termos e abreviações nos corredores de uma empresa que é líder global no desenvolvimento de soluções para smartphones, processadores e roteadores wireless.

Essa empresa, percebeu que o idioma próprio da companhia, com suas siglas e abreviações, estava dificultando — e postergando — a evolução dos novatos.

São mais de 30 mil funcionários distribuídos em quase 140 cidades espalhadas por todos os continentes. Em um universo particular desta dimensão, é natural que haja dificuldade para absorver as novidades e conhecer a linguagem.

Para resolver esse problema, a empresa optou por uma solução diferente: em vez de horas de treinamentos com uma avalanche de informação, eles decidiram investir em um app capaz de educar os novos funcionários.

A estratégia foi simples, mas inovadora: utilizar o mobile learning e a gamificação para acolher os funcionários e otimizar o processo de aprendizado. 

Juntos, Bravi e o cliente tinham a missão de implementar uma solução capaz de responder a quatro grupos de questionamentos:

Linguagem: Como os novos funcionários podem aprender rapidamente o vocabulário da empresa?

Cultura: Como eles podem aprender sobre a empresa e sua história para conhecerem a visão e os valores da companhia?

Recursos: Orientações podem levar a um excesso de informações. Papéis serão perdidos. Como eles podem encontrar recursos verdadeiramente úteis nesse caminho?

Integração: Como eles podem questionar as perguntas corretas para estarem rapidamente integrados aos times?

Começava a nascer um aplicativo que reúne os cem principais jargões da empresa, e que passou a ser utilizado por todos os novos funcionários para aprender a linguagem da empresa.

Mas como esse aplicativo foi desenvolvido? Com base em quais teorias de aprendizagem o app foi desenhado? Por que a gamificação foi adotada, e como foi implementada? 

As respostas para essas perguntas você acompanha na próxima etapa, quando falamos do nosso journey com o cliente.

Journey: da tecnologia ao algoritmo

Journey: da tecnologia ao algoritmo

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Com a missão de construir um app de mobile learning que fosse capaz de ensinar rapidamente os jargões e a cultura da empresa aos novos funcionários, o time de tecnologia da Bravi se debruçou sobre o projeto para entender como tirar a ideia do papel.

O processo de construção do aplicativo foi desafiador por dois principais motivos: exigiu a escolha correta da tecnologia embarcada, e considerou o embasamento científico sobre técnicas de aprendizado em dispositivos móveis para desenhar a interação dos usuários com a plataforma.

Parece complexo? Vamos explicar melhor.

A primeira decisão envolveu a implementação e a escolha da tecnologia. Desenvolver o aplicativo de maneira nativa ou web? 

As duas opções têm suas vantagens e desvantagens, e a definição da melhor tecnologia para o projeto é essencial para economizar recursos, agilizar o tempo de desenvolvimento e facilitar a manutenção da plataforma.

Para o app em questão, optamos por uma tecnologia web

Na época, o desafio foi maior do que é hoje, mas essa escolha nos permitiu desenvolver um aplicativo rápido, barato e funcional em múltiplas plataformas — exatamente os critérios estabelecidos pelo cliente na concepção do projeto.

Só que, por ser um aplicativo web, ele precisa necessariamente ser mais simples em sua estrutura, porque tem um acesso reduzido aos recursos nativos do aplicativo. 

Diante dessa limitação imposta pela definição da tecnologia, surgia o desafio principal: como entregar um aplicativo com funcionalidades capazes de educar rapidamente os novos funcionários da empresa?

A solução que encontramos em conjunto com o cliente foi desenhar um card para todos os 100 jargões, com a explicação de cada termo e uma interação do usuário. 

Ele precisa responder com o nível de confiança da sua compreensão daquele conteúdo: alto, médio ou baixo.

Com base nessa resposta, o algoritmo desenvolvido pela Bravi mostrava os termos com maior ou menor frequência, a fim de facilitar a assimilação do conteúdo.

Há dois embasamentos científicos em torno dessa estratégia.

O primeiro diz respeito à curva de esquecimento desenvolvida pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus entre 1880 e 1885.

Essa teoria traça uma curva com o desempenho da memória humana, e deixa claro que nós tendemos a esquecer o que foi aprendido em uma questão de dias ou semanas, a não ser que haja uma revisão desse aprendizado.

Você já deve ter experimentado isso no dia a dia: quando memoriza algo que não exercita, acaba esquecendo. Isso vale para senhas de acesso, vale para receitas -- e vale também para os jargões de uma empresa.

Aliada a essa compreensão de que é preciso exercitar a memória, o algoritmo trouxe outro embasamento científico: o sistema Leitner.

Seguindo os princípios desenvolvidos pelo jornalista científico alemão, a aparição dos cards para o usuário não é aleatória: ela leva em consideração o nível de confiança informado pelo usuário.

O resultado é simples, mas impactante para o aprendizado: quanto maior o nível de confiança a respeito do conteúdo, com menos frequência essas cartas vão se repetir.

E como tudo isso se traduz na prática, para o usuário? Como o usuário interage com essas cartas? É o que veremos a seguir, na parte de experience do case.

Experience: funciona porque é intuitivo

Experience: funciona porque é intuitivo

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Agora que você já sabe como a Bravi desenvolveu a solução do app para o cliente, uma empresa líder global em desenvolvimento de soluções para empresas que fabricam smartphones, processadores e roteadores, vamos explicar um pouco melhor como funciona a interação com o usuário — e por que o app deu tão certo.

Antes de qualquer coisa, porém, precisamos ressaltar o caráter inovador dessa iniciativa de aprendizado na interação com os usuários.

Com o aplicativo na palma da mão, os funcionários novatos da empresa não precisaram passar por horas de treinamento, nem perder tempo lendo manuais extensos sobre diversos temas. 

Esse era exatamente o nível de autonomia que o cliente trouxe como ideal na concepção do projeto.

Logo ao abrir o aplicativo, o usuário se depara com um tela inicial com duas opções: play e glossary.

Ao dar play, os jargões começam a aparecer em formato de cartas, com as suas respectivas descrições, e estimulam a interação para entender o nível de confiança do usuário com cada conceito.

Há três opções de respostas: confiança alta, média ou baixa. 

O retorno que o usuário dá para cada jargão é interpretado pelo algoritmo, que utiliza essa resposta para definir a frequência com que cada carta aparece no jogo.

Depois de interagir com uma sequência de cartas, o usuário pode acessar outra seção do app, para analisar a própria evolução, com relatórios e índices sobre o desempenho.

Na prática, o usuário percebe que está evoluindo, e se sente compelido a melhorar para ver os índices crescendo.

Além do game, o app tem outra funcionalidade que se provou de enorme utilidade aos funcionário: ele funciona como um glossário.

Sempre que uma dúvida surge, o colaborador pode abrir o aplicativo e consultar o termo específico. Além de sanar a dúvida rapidamente, o glossário evita constrangimentos com outros colegas e reforça o aprendizado.

Antes de lançar o aplicativo para todos os funcionários, a Bravi e o cliente conduziram um teste de todas as funcionalidades com um grupo seleto de colaboradores no Reino Unido, na Índia e na China. 

A partir dessa interação, realizamos modificações pontuais no app, em funcionalidades que geraram algum tipo de confusão para os usuários.

Um exemplo foram as cores escolhidas para cada termo. Embora elas estivessem relacionadas ao tipo de baralho, alguns usuários que participaram do teste pensaram que a cor indicava o nível de dificuldade do termo.

Dessa maneira, pudemos garantir que a usabilidade da plataforma fosse a melhor possível. Na prática, significa entregar uma experiência satisfatória aos usuários -- um dos critérios dos quais não abrimos mão ao desenvolver um aplicativo.

Results: reconhecimento imediato

Results: reconhecimento imediato

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Ao implementar o aplicativo à rotina dos funcionários recém-chegados à empresa, a empresa que contratou a Bravi conseguiu transformar o processo de integração dos seus colaboradores.

Antes do app existir, levava tempo até um novato entender todos os processos, as dinâmicas e, principalmente, os jargões que a empresa usa no seu dia a dia.

Com o app na palma da mão, qualquer funcionário nos seus primeiros dias de empresa podia tirar todas as dúvidas a respeito das nomenclaturas.

Além disso, o app poupou tempo que seria dedicado a ensinar todos esses termos, tornando a rotina mais prática e assertiva para todos os funcionários.  

De fato, esse contato do cliente com a Bravi deu tão certo que se transformou em um relacionamento duradouro.

É o que atestou o Diretor Sênior de Aprendizado Móvel da empresa, em um reconhecimento aos resultados da parceria:

Bacana, né? É exatamente esse tipo de resultado que nos inspira!